A forma mais comum de demência cerebral - perda progressiva das funções cognitivas - é a doença de Alzheimer (DA).Como o risco de demência e DA aumenta dramaticamente com o incremento da idade, é importante avaliarmos todos os fatores que influenciam no aparecimento destas doenças.
Um estudo realizado pelo Instituto de Psiquiatria do Kings College (Londres,Inglaterra) analisou dados relativos a pacientes portadores da DA. Os autores do estudo avaliaram se havia uma relação entre o grau de escolaridade, tipo de emprego e a idade de aposentadoria com o tempo de aparecimento da doença.
Neste grupo estudado, não foram observados efeitos da escolaridade ou do tipo de emprego, mas para os 382 homens que se aposentaram com uma idade mais avançada, os sintomas da doença também apareceram mais tarde. Um ano a mais trabalhado posterga a idade do início dos sintomas em cerca de seis semanas.
Estudos anteriores haviam demonstrado que aqueles indivíduos com um maior nível educacional geralmente desenvolvem sintomas de demência mais tarde, devido ao fato de aumentar as suas conexões cerebrais, tornando-as mais fortes com o exercício das funções cerebrais. Este fenômeno é conhecido como "reserva da função cognitiva". Mais estudos precisam ser realizados para sabermos os reais motivos que explicam as conclusões deste interessante estudo.
Acredita-se que o estímulo intelectual que as pessoas mais velhas obtém no ambiente de trabalho ajude a evitar a DA.Os resultados deste estudo foram publicados no periódico médico International Journal of Geriatric Psychiatry.
Fonte: International Journal of Geriatric Psychiatry.
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terça-feira, 28 de setembro de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Vacinação contra gripe H1N1 termina nesta quarta com grupos abaixo da meta - Por uol noticias
A campanha de vacinação contra a gripe suína, ou influenza A (H1N1), chega à reta final nesta quarta-feira (2). Até esta terça-feira (1º), no entanto, apenas 55,2% dos adultos de 30 a 39 anos e 5,4% das crianças de 2 e 5 anos haviam sido vacinados. Entre as gestantes, a cobertura era de 70%, com mais de 2,1 milhões de mulheres vacinadas. A meta do Ministério da Saúde era de 80% de cobertura para todos os grupos.Segundo a assessoria de imprensa da pasta, todas as vacinas adquiridas foram entregues e a campanha não deve ser prorrogada. Mas é preciso lembrar que as crianças que receberam meia dose devem voltar aos postos para completar a imunização.
A recomendação do Ministério é que Estados e municípios que não atingiram a meta avaliem como garantir a cobertura mínima, portanto é possível que a imunização seja prolongada em algumas regiões e para grupos específicos. A assessoria de imprensa da Secretaria da Saúde do Estado de S.Paulo não confirmou se continuaria a oferecer a vacina até a noite desta terça-feira.
O ministro José Gomes Temporão ressaltou, ontem, que a chegada do inverno aumenta a transmissão de doenças respiratórias. “É essencial, portanto, que os grupos mais vulneráveis ao vírus estejam protegidos."Segundo o Ministério, a meta de 80% entre brasileiros de 20 a 29 anos vacinados deve ser atingida. Os resultados também foram alcançados entre profissionais de saúde (100%), crianças de seis meses a menores de 2 anos (100%), portadores de doenças crônicas (100%) e indígenas (83%).
Maior campanha
Esta já é a maior campanha de imunização realizada no país. Foram registradas 70,5 milhões de doses aplicadas, superando a campanha de vacinação contra rubéola, que imunizou 67 milhões de pessoas em 2008. “No mundo, o Brasil é o país que, proporcionalmente, mais vacinou a sua população. Isso demonstra o grande trabalho desenvolvido pelos profissionais de saúde vacinadores e a confiança da população no programa de imunizações”, disse Temporão.
Internações
Em 2010, foram registradas 540 internações e 64 mortes em decorrência da gripe H1N1, até 8 de maio. Desse total, 18% dos casos graves e 30% dos óbitos foram em gestantes.
No ano passado, foram registrados 2.051 mortes em todo o país. Desse total, 1.539 (75%) ocorreram em pessoas com doenças crônicas e 189 entre gestantes. Adultos de 20 a 29 anos concentraram 20% dos óbitos (416, no total) e os de 30 a 39 concentraram 22% das mortes (454, no total).
No ano passado, foram registrados 2.051 mortes em todo o país. Desse total, 1.539 (75%) ocorreram em pessoas com doenças crônicas e 189 entre gestantes. Adultos de 20 a 29 anos concentraram 20% dos óbitos (416, no total) e os de 30 a 39 concentraram 22% das mortes (454, no total).
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Problemas na vacinação para idosos atingiram 50 cidades de SP, diz conselho de secretários de Saúde
Diretor do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems), o secretário municipal de saúde de São Bernardo do Campo, Arthur Chioro, afirma que cerca de 50 municípios de grande e médio porte do Estado sofreram interrupções no atendimento dos idosos que procuraram os postos de saúde para tomar a vacina contra a gripe comum nesta semana. “É uma estimativa com base nas informações que chegaram ao Consems”, argumenta.O principal entrave seria a remessa insuficiente de doses feita pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. Em São Bernardo, cidade administrada pelo PT, o número de material recebido para o início da campanha, no último sábado, teria sido totalmente insuficiente, segundo Chioro. “Pedimos 80 mil e recebemos 24 mil. Na segunda-feira, não tínhamos mais vacinas para oferecer para nossa população”, critica o secretário.
“Passamos o dia fazendo ações para convencer os idosos sobre a necessidade de participar de nossos atendimentos. Mas, quando eles comparecem em peso, não encontram resultado. Espero que as pessoas mais velhas não percam a vontade de tomar a vacina”, diz Chioro.
Em Mogi das Cruzes, cidade administrada pelo DEM, o problema também afetou o atendimento.
A prefeitura do município alega que igualmente recebeu um número reduzido de lotes, abaixo do combinado com o governo estadual. Eram 11 mil vacinas disponíveis no sábado, sendo que 9,5 mil pessoas compareceram para se prevenir contra a gripe.

Como o contingente de idosos chega a 36 mil em Mogi, houve uma falta nos postos de saúde logo no começo da semana.
Na cidade de Suzano, prefeitura nas mãos do PT, a situação também foi atípica. Foram recebidas 9.000 doses para o primeiro dia de vacinação, no sábado. Nos dias seguintes, no entanto, o desabastecimento interrompeu o atendimento dos idosos, que são cerca de 15 mil.
Em Diadema, a campanha só foi normalizada ontem. No último sábado, como informa a prefeitura gerida pelo PT, a vacinação foi comprometida pela falta de doses na cidade, o que levou o governo local a entrar em contato com a Secretaria do Estado, solicitando mais 35 mil doses da vacina sazonal. Até o momento, entretanto, foram entregues apenas 3.000 no início desta semana e outras 10 mil na quarta-feira.
A reportagem do UOL Notícias solicitou entrevista com algum representante da Secretaria Estadual de Saúde para explicar o motivo dos atrasos, mas até a noite de quinta-feira (13) não recebeu nenhum retorno.
O órgão afirmou apenas que eventuais problemas na campanha foram pontuais –e já estão superados– e que não existe falta de estoque.
A pasta afirma que São Bernardo, Suzano, Mogi e Diadema já teriam recebido reforços para conseguir atender a demanda da população.
A secretaria argumentou ainda que optou por fazer a distribuição das doses em duas etapas, por conta da logística para armazenar tantas vacinas. Seria por esse motivo, segundo a pasta, que algumas cidades sentiram um intervalo no recebimento dos lotes.
No total, 685.229 idosos foram vacinados em São Paulo no último sábado, segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado. O número é 32,7% superior ao ano passado, quando 516.219 tomaram a vacina no período.
Fonte - Uol Notícias
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